quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Não se aprende nada!

SÁBADO, 14 DE MAIO DE 2011

Para estupefacção geral o PS liderado pelo Sr. Sócrates ultrapassou o PSD do Sr. Passos Coelho. Que o Sr. Passos Coelho não entusiasme o eleitorado não é nada que nos possa surpreender. Não é uma questão de carisma que está em falta. Aliás, o carisma, essa característica sedutora que é um excelente ópio para mascarar os políticos sem visão, de pouco serve para governar um país. Portugal precisa de personalidades com convicções sérias vindas do mundo do trabalho e não originárias dos aparelhos partidários. Nos partidos não se produzem visões. Produzem-se favores a retribuir, como aliás se viu no incómodo do Sr. Passos Coelho quando confrontado no debate com o Sr. Portas sobre o ponto acordado com a “troika” relativamente à redução a efectuar nas estruturas do poder local.

Com o mesmo “carisma” partidário surge o Sr. Sócrates. Só que convenhamos que ao contrário do Sr. Passos Coelho o Sr. Sócrates é portador de uma ética pouco recomendável. Desconhecedor do significado de “dar a palavra”, usa e abusa da mentira em prol da utilidade que dela faz num determinado momento para a prossecução de um determinado objectivo. É um Ás na arte do descaramento, o que, aliás, é o principal atributo do aldrabão vitorioso. É explicável que os Portugueses se tenham enganado quando o elegeram pela primeira vez pois ainda se acreditava no modelo de viver acima das possibilidades. Mas já então o calibre deste cidadão já era bem visível. Há dois anos, a Sra. Ferreira Leite, pessoas séria e capaz, personificava aquilo que os Portugueses não queriam enfrentar: a realidade. E brindaram o Sr. Sócrates com mais uma vitória.

Mas agora que a realidade já está a pairar na cabeça das pessoas, embora ainda não no bolso, os Portugueses parece ainda quererem gratificar o Sr. Sócrates com uma nova vitória. Perguntar-se-á: em nome de quê? É que já explicitamente nos disseram que o modelo de viver acima das possibilidades acabou.

Será que não se aprende nada? Será que somos tão cegos que não vemos o que se está mesmo a passar à nossa frente. Lidell Hart, um conhecido estratega militar, dizia que “só os tolos aprendem com a experiência, eu prefiro aprender com a experiência dos outros”.

Portugueses, cuidado, não queiram experimentar o que será uma saída da zona euro. Aprendamos com a experiência Argentina de 2001. Por isso apelo a que não votem no PCP, BE, e neste PS.

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