segunda-feira, 4 de julho de 2016

Geringonça


Raramente um organismo político terá sido tão bem apelidado quanto o actual (des)governo de Portugal. Contém tudo aquilo que caracteriza as organizações mais debilitadas. Começa por ter um chefe de banda fraco, perdedor, oportunista, e chico esperto. Não por acaso não tem um pingo de vergonha em colocar os interesses pessoais e do grupo a que pertence acima do interesse do país, atirando-se de braços abertos para uma aliança torpe e negativa com partidos não democráticos a troco do poder, numa demonstração despudorada de como a mera gestão de contactos e o mexer de cordelinhos entre seitas de interesses é tido como a forma natural de condução de vida. Sendo o espelho perfeito daquele Portugal dos pendurados, que vai desde alguns bancários, políticos, empresários, a sindicatos, e que reinou desde 1990 até 2011, o Sr. Costa simboliza o falhanço de um regime que já faleceu, e que deixou como legado um monte de dívida, outros fardos, e acima de tudo uma enorme crise de valores. E se existência dos dois primeiros legados ainda lhe vai limitando a acção, para bem da Nação, infelizmente o terceiro legado é de uma natureza tal que dificilmente se pode combater, sendo assim o terreno mais exposto para se praticarem patifarias, como o que se passa com a educação ou ainda os temas dito fracturantes, moedinha de troca com as outras forças arcaicas e infantis que suportam o (des)governo. 

A Geringonça traz ainda associada o pior que os partidos políticos têm para oferecer (parece agora que unicamente). Agremiações de gente pouco recomendável, embora esperta, que se serve dos partidos para dar largas ao seus projectozinhos pessoais à boleia de ilusões com que encharcam a população. O PS, que navega em inconsciência dado o pavor com que observa a evolução do PASOK e PSOE, anda a tratar da sua sobrevivência e dos seus. O PCP, que perdeu o comboio da vida, trata de distribuir o máximo de amendoins pelos deserdados da vida. O BE, produto cosmopolita e diletante da sociedade abundante e infantil em que nos tornámos, trata dos dislates que amiúde assaltam aqueles seres desequilibrados que a tudo se permitem e que nada dão em troca.

Felizmente esta geringonça não tem todo o espaço de manobra já que as instituições europeias vão servindo de travão a este ninho de cucos. Explica-se assim o anti europeísmo que a vai invadindo. E se o PS se anda a comportar como um simplório e péssimo parceiro do grupo a que diz querer pertencer, e a quem pediu a pertença (convirá nunca esquecer), já o PCP somente quer sair da EU e da zona Euro. Percebe-se. Estas são as últimas fronteiras que faltam cruzar para ousarem sonhar um dia poderem brincar às revoluções. O BE, mais infantil, ainda sonha que a EU pode sobreviver na base de um contracto onde uns viverão eternamente pendurados noutros. Por mim confesso, que bom estarmos na EU e na zona Euro. Imaginemos por um instante estes perfis com capacidade para imprimir moeda e com liberdade total para produzir de défices a seu belo prazer para as suas engenharias sociais. Um pavor. Obrigado Europa.

É nesta infantilidade amalucada que o governo de Portugal vai andando, como uma turba apática que marcha impassível para o desastre e insensível às consequências que aí vêm. Uns porque se acham muito mais do que são, outros porque pensam que podem mudar o mundo por decreto e ao virar da esquina. Estamos naquele ponto tão bem descrito por Goethe: “Nada mais temível que ver pessoas incapazes e vulgares associadas a outras de tendências visionárias”. 

Nota final. Os geringonços adoram dizer que a direita está ressabiada. Uma correcção, a direita não está ressabiada. A direita está assustada, e com fundados motivos para isso, coisa aliás que o país um dia perceberá porquê. Esta interpretação errónea tem uma explicação simples. O ressabiamento é o estado natural da esquerda em geral, e dos bloquistas e comunistas em particular. Afinal o mundo e a natureza humana não é como eles julgam que deveria ser, e por terem uma tremenda dificuldade em passar a sua suposta “superior” mensagem nos regimes democráticos, vivem naquele desespero dos que andam desencontrados com a realidade e que mais não é que o terreno fértil para a produção de ressabiamento. Por terem momentaneamente a faca e o queijo na mão olham agora a direita com o mesmo sentimento com que sempre se olharam ao espelho. Somente.

3 comentários:

Joana Pinto disse...

Que blog da treta. A geringonca fez mais pelos Portugueses em menos de um ano do que os anteriores governos. Ainda bem que estes tios de cascais nao representam a forma de pensar da maioria dos portugueses.

Joana Pinto disse...

Que blog da treta. A geringonca fez mais pelos Portugueses em menos de um ano do que os anteriores governos. Ainda bem que estes tios de cascais nao representam a forma de pensar da maioria dos portugueses.

Anônimo disse...

Este blog, e a prova que o autismo de que quem se diz de direita, atingiu níveis que nunca se julgariam possiveis

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